quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Um Retrato da Crise no Chifre da África


A seca no Chifre da África começou há cerca de um ano atrás seguida de uma crise econômica que se agravaram muito nos últimos dias. A crise da fome e tão grave que fez a ONU pela primeira vez desde os anos 1980 a declarar uma crise de fome na África. São mais de 11 milhões de pessoas afetadas especialmente em Djibuti, Etiópia, Quênia, Somália e Uganda, para piora ainda mais todos já estavam enfrentando a crise mundial de alimentos do mundo de hoje, como resultado da seca, juntamente com os preços dos alimentos e do conflito a situação tem se agravado a cada dia. O epicentro está na Somália e na Etiópia.

Na Etiópia mais 7.5 milhões de pessoas estão recebendo alimentos alvo ou ajuda em dinheiro através de um Programa de Segurança do governo. No entanto na Somália não existe nenhuma ajuda local, pois o país vive em guerra civil por mais de 30 anos e quase a metade da população, cerca de 3.7 milhões de pessoas são afetadas pela atual crise, as taxas de desnutrição no sul da Somália são as mais altas do mundo, ultrapassando 50 por cento em algumas áreas. Organização das Nações Unidas diz que é provável que dezenas de milhares de pessoas já morreram, a maioria dessas crianças e mulheres.

Um dos grandes problemas enfrentados na Somália é que grupos radicais não querem liberar a entrada de ajuda humanitária em varias partes do país e assim forçam muitos deles a se refugiar no Quênia e na Etiópia. Desde de 20 de junho cerca de 1.000 Somalis chegam por dia a cruzar a fronteira do Quênia. Muitos passam seus primeiros dias de vida a céu aberto. O Campo de Refugiados chamado Dadaab é administrado pela agência de refugiados da ONU. Foi construído para abrigar 90 mil pessoas no início de 1990, com o agravamento da fome agora esse número aumentou para quase 400 mil, mais de 30 mil somente nos último dias.

O governo queniano está sob pressão dos Estados Unidos e da comunidade internacional para abrir um novo campo chamado Ifo-2, para acomodar alguns destes recentes refugiados somalis. Mas o governo do Quênia argumenta que os refugiados seriam melhor servidos se permanecesse do lado da Somália na fronteira. Eles também assinalam que os nômades e agricultores do Quênia em todo o norte e nordeste árido e semi-áridas do país estão sofrendo com a seca da mesma forma que os somalis, e que os recursos são limitados de pastagens e hoje já são cera de 4.3 milhões de famintos no Quênia. Outro argumento que o governo queniano tem é que membros d e grupos radicais cruzem a fronteira junto com os refugiados e irão espalhar o terror no Quênia.

Toda esta situação nos traz enormes oportunidades para servir-los. Eles estão chegando aqui no Quênia de uma situação onde eles não tinham chuva, alimento e esperança. Aqui eles podem encontrar através da ajuda humanitária, água e alimento e através das organizações cristãs, eles podem encontrar a verdadeira esperança. Existe uma grande mobilização da igreja queniana para ajudar este povo como nunca antes, mesmo pelo país estar enfrentando uma crise econômica muito grande, existem muitos cristãos que estão se mobilizando para ajudar estes refugiados, É amados, estas noticias você não vai ler em nossas jornais ai do Brasil.

Como cristãos, temos duas atitudes para responder a esta crise aqui no Chifre da África: Ajudar financeiramente e orar. Ambos são muito importantes.

Abaixo tem um link de um projeto da MIAF: Fundo para Fome onde você se desejar pode ajudar financeiramente a crise no Chifre da África através da MIAF:

http://www.miaf.org.br/projetos.asp?id=17&proj=fundo-para-fome


ASSOCIAÇÃO MISSIONÁRIA CONTINENTAL CORBÃ - AMICC

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